E quando a exposição acaba? Um retrato de Diego Bresani com suas fotografias.
Concepção e fotografia: Roberto Nociti
Semana passada comprei um livro do Edward Hopper. Ele é impressionante. Suas imagens são fortes e me provocam muit0, principalmente as pinturas com pessoas em interiores. Mas, depois de ver o livro, teve uma coisa no trabalho deste pintor que me impressionou, os quadros onde ele pinta somente paisagens. Algumas pinturas me fizeram pensar se de fato, essas paisagens mereciam uma pintura? Será que é tão bela que mereça atenção? Não são muito banais? Mas ainda sim, são fortes. As escolhas que Hopper faz e seus enquadramentos me instigam.
Todos os dias, indo para o trabalho, passo por uma paisagem que sempre me deu vontade de fotografar. Não sei porquê, talvez por vê-la todos os dias, da mesma forma, de dentro do carro, na mesma hora do dia, 8:50 da manhã. Não tem nada de único e expressivo, são árvores verdes, uns postes de luz que as atravessam e um estacionamento vazio. Mas também tiveram dias em que olhei para ela e pensei: “não, isso não merece uma foto, tem coisas mais bonitas pra serem fotografadas. ” Aí, então aquela frase que todo mundo fala vinha na minha cabeça:”Nossa! Isso dava uma foto!”, aí logo em seguida completava, “Nossa, isso não dava uma foto!”.
Depois de ver o livro de Hopper, vi que aquelas árvores e postes, mereciam sim serem fotografados. Talvez não fossem necessárias, mas por que não? Então, no dia 31 de dezembro, às 19:00, chovendo, sem absolutamente ninguém na rua, fui com a Ada até lá. Pedi para ela dirigir e fotografei o que era , talvez, desnecessário, de dentro do carro, exatamente do jeito que vejo todos os dias da semana, e também porque estava chovendo e não queria molhar minha câmera.
O resultado é esse abaixo. Algumas imagens desnecessárias…
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Concepção e fotografia: Diego Bresani
Agradecimentos: Ada Luana