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Algunzes de Nózes – Caixinhas de Surpresas
Algunzes de nózes
Editorial – CASEIRA
Jeans lembra conforto, que lembra felicidade, que lembra amigos, que lembra festa, que lembra fotos, que lembra sorrisos, que lembra amor, que lembra sexo, que lembra cama, que lembra orgia, que lembra gente abarrotada em um armário, que lembra armário, que lembra sair do armário, que lembra Drag Queens, que lembra festa, que lembra amigos, que lembra abraços, que lembra beijos, que lembra pegação, que lembra tesão, que lembra desejo, que lembra sorvete de chocolate, que lembra namorico, que lembra pegação no sofá, que lembra sofá, que lembra casa, que lembra conforto, que lembra Jeans!
Isso é CASEIRA!!!!
Clique na imagem para vê-la ampliada.
Concepção - Diego Bresani e Patrícia Araújo
Fotografia – Diego Bresani
Styling - Patricia Araújo
Modelos Glam Models – Carla Macari/Luíza Biank/Marcílio Lobo
Participação especial – Jonathan Andrade/ Naomi
Make Up - Lidiana Queiroz
Tratamento de Imagem – Adriano Goulart/Lucas Billy
Locação - A lendária casa do TALLEY
Música – qualquer uma do THE Xx
Agradecimentos - Eduardo Talley/Vini Goulart/Hugo Pachiella (a lojinha de filmes)/ Sofia Guerra/Leka (Glam Model)/Cynthia Ciarallo (acervo)/Emanuela Campos (acervo)/Ada Luana/Bruno Spada
Lojas - Forum/Puma/Nunca Fui Santa/Dumond
(Retorvisor)
Triste, escura e úmida. Minha realidade é interna. Não me atrevo com o dos olhos para fora. As portas não me abrem nada. As janelas dão no desespero. Por horas, a angustia é tamanha que esfolo meus dedos tentando me atravessar as paredes da minha consciência. Meu sonho é ser mais um tijolo.
Ainda se houver luz em algum fim, o caminho até lá será hostil o suficiente para me manter encasulado. Ousar seguir seria condenar meu ser ao flagelo de lâminas de insensibilidade e egoísmo. Por mais que se fale por aí de beleza, diversão e perfeição, não vejo esse rastro. Olho para cima está a morte, para o lado a injustiça, para baixo não sei se está de ponta-cabeça ou se é estranho assim mesmo.
Minha companheira comparte esse subterrâneo comigo. Ali vivemos palidamente inexpressivos. Vez por outra, uma lágrima sua cai na minha pele. É ácido que escorre por dentro. Como machuca saber que ela sofre das mesmas mazelas!
Sou fraco para tentar mudar. Imploro ajuda de não sei quem ou o quê. Pode ser mero reflexo. Pois, sinceramente, não sei se me interessa. Ainda não conheci uma vida invejável.
Pela fotografia, à minha maneira, tento algo. Não sei bem o quê. Nem onde vai dar. Certamente seguirei dentro de mim.
Diego e seus retratos
Imagens Desnecessárias – no caminho do meu trabalho
Semana passada comprei um livro do Edward Hopper. Ele é impressionante. Suas imagens são fortes e me provocam muit0, principalmente as pinturas com pessoas em interiores. Mas, depois de ver o livro, teve uma coisa no trabalho deste pintor que me impressionou, os quadros onde ele pinta somente paisagens. Algumas pinturas me fizeram pensar se de fato, essas paisagens mereciam uma pintura? Será que é tão bela que mereça atenção? Não são muito banais? Mas ainda sim, são fortes. As escolhas que Hopper faz e seus enquadramentos me instigam.
Todos os dias, indo para o trabalho, passo por uma paisagem que sempre me deu vontade de fotografar. Não sei porquê, talvez por vê-la todos os dias, da mesma forma, de dentro do carro, na mesma hora do dia, 8:50 da manhã. Não tem nada de único e expressivo, são árvores verdes, uns postes de luz que as atravessam e um estacionamento vazio. Mas também tiveram dias em que olhei para ela e pensei: “não, isso não merece uma foto, tem coisas mais bonitas pra serem fotografadas. ” Aí, então aquela frase que todo mundo fala vinha na minha cabeça:”Nossa! Isso dava uma foto!”, aí logo em seguida completava, “Nossa, isso não dava uma foto!”.
Depois de ver o livro de Hopper, vi que aquelas árvores e postes, mereciam sim serem fotografados. Talvez não fossem necessárias, mas por que não? Então, no dia 31 de dezembro, às 19:00, chovendo, sem absolutamente ninguém na rua, fui com a Ada até lá. Pedi para ela dirigir e fotografei o que era , talvez, desnecessário, de dentro do carro, exatamente do jeito que vejo todos os dias da semana, e também porque estava chovendo e não queria molhar minha câmera.
O resultado é esse abaixo. Algumas imagens desnecessárias…
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Concepção e fotografia: Diego Bresani
Agradecimentos: Ada Luana












































































